Dia da Toalha ou Dia do Orgulho Nerd?

Você sabe o que é o dia da Toalha?

O dia da Toalha é comemorado no dia 25 de maio, em homenagem ao autor do “Guia dos Mochileiros das Galáxias” Douglas Adams. Foi primeiramente comemorado em 2001, ano da morte de Douglas Adams.

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Fonte: nerdist.com

Este também é o dia do Orgulho Nerd. Nesta mesma data em 2006, na cidade de Madrid, houve grande partida humana de Pac Man para difundir a cultura Geek.

Mas porque tudo acontece em 25 de maio? Pois em 25 de maio de 1977 estreava Star Wars episódio IV: Uma nova esperança. Mas então porque esse também não é o Star Wars Day? Pois os fãs preferem comemorar em 4 de maio por causa do trocadilho em inglês “May the forth be with you”.

Mas voltando ao “Guia dos Mochileiros das Galáxias” , este livro que depois virou filme conta a história do inglês Arthur Dent que precisa sair de sua casa, e do planeta Terra, pois este será destruído para construção de uma estrada interestelar, e é salvo por um alienígena, Ford Prefect. Eles fogem pegando carona em uma nave espacial, e assim começa a aventura. Mas uma coisa que Ford orienta a Arthur a levar consigo é uma toalha.

E o autor Douglas Adams dedica uma página inteira do Capitulo 3 do livro enumerando todas as utilidades de uma toalha:

Segundo ele, a toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer numa mini jangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você -estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Daí a expressão que entrou na gíria dos mochileiros, exemplificada na seguinte frase: “Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford Prefect? Taí um mingo que sabe onde guarda a toalha.” (Sancha: conhecer, estar ciente de, encontrar, ter relações sexuais com; dupal: cara muito incrível; mingo: cara realmente muito incrível.)

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Fonte: thechive.com

E nós, mochileiros, viajantes que nos hospedamos em albergues, sabemos bem que a esmagadora maioria dos hostels oferece lençóis limpos sem custo, mas toalha você deve levar a sua (ou alugar uma).

Na minha opinião, os livros assim como o filme, são ótimos, com um humor absurdo que eu adoro.

O inicio do filme (também do livro) conta que os golfinhos já sabiam da destruição da Terra e tentaram nos avisar, mas pensamos que estavam fazendo gracinhas. Eu acho hilário. Deixo aqui em baixo pra vocês esse início do filme.

Para os Nerds e Viajantes: Viva o dia da Toalha!

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Crônica: Sozinha pelo Mundo – por Dani Goes

Uma crônica sobre empoderamento feminino, por Dani Goes do blog Baú de Família.

Hoje tem post muito especial! A blogueira de viagens e querida amiga Dani Goes do belíssimo blog Baú de Família fez uma crônica para este humilde bloguinho. A Dani que é famosa por suas crônicas gostosas de ler, com muito humor e reflexão, me presenteou com essa lindo texto.

Espero que vocês gostem tanto quanto eu!

E não deixem de visitar o Baú de Familia.

Sozinha pelo Mundo

Outro dia falei sobre o empoderamento feminino, a nova onda do momento, o que cá prá nós, já está até caindo de maduro, porque sempre soubemos de nossos poderes, mas deixa estar. Enquanto os Colombos de plantão estão descobrindo essa América, a nossa viagem está espacial. Praticamente estamos fazendo excursão para os anéis de Saturno. Isso porque, para as estrelas nós vamos nos partos, né mesmo? E faz tempo… Bem, estou aqui querendo refletir sobre nosso poder, que sempre esteve na moda desde que Eva baixou nessas bandas! Aliás, se não fosse por ela, sei não, mas desconfio que o mundo não teria muita graça.

Depender de um Adão? Tem certeza? Nem morta! Amélia? Que nada! Eva é que é a mulher de verdade! E Deus sabe, que se não fosse ela, a precursora, ainda estaríamos lá, entediados no paraíso. Que saco! Arrrrrg!! Ela quem nos botou na última astronave. Viva minha pequena grande Eva! E por falar nisso, estamos amando viajar para os paraísos que o superior criou para nos compensar do castigo!! É lindo demais esse nosso planeta azul!

Tenho uma amiga tão empoderada, tão segura de si, que está desbravando o mundo inteiro sozinha, cidade por cidade, cantinho por cantinho. Conhecendo culturas e povos. Provando comidas e tirando fotos. Contando histórias e enfrentando desafios. Passando perrengues e contabilizando vitórias. Adoraria ver o Adão por aí, sozinho e ainda tendo que lavar sua sunga de folha de bananeira na mão… sei! Mas minha amiga é grande profissional, independente, paga suas contas e dona de seu próprio nariz! Ah! E de seu destino! Exatamente o exemplo de mulher poderosa que queremos mostrar para nossas filhas!

Heroínas são assim. Escolhem um lugar, pesquisam sobre ele, planejam tudo com riqueza de detalhes, compram a passagem e seguem o rumo. Rumo ao infinito e além. No maior estilo Buzz Lightyear. Só que nesse caso, em direção ao desconhecido. E essa Super Mulher não tem medo do mundo. Encara tudo. Se joga. É o bugging jump da vida. Com muita responsabilidade. Dança solta e feliz numa Parada da Disney e chora lágrimas de emoção ao conhecer um Campo de Concentração na Polônia. Corajosa e sensível. Destemida. Não tem pra ninguém. Nada a impede! Nada a detém! E ainda por cima é generosa. Conta tudo o que viu para todos que se interessam. Divide. Como boa fêmea, pensa nos outros. É maternal e tem compaixão.

E por falar em Disney. A Cinderela e a Branca de Neve ficaram impressionadas com os poderes da visitante. Conversaram muito sobre feminismo. Parece que o papo foi tão longo, que até atrasou o show de fogos tradicional do parque. Chegaram a várias conclusões. Primeiro, é pra acabar com essa história da loirinha ficar se fazendo de pobre sofredora oprimida. Prometeu dar um chega pra lá na madrasta e lutar pelos seus direitos à herança. E a Branca resolveu parar de arrumar a casa inteira e tantas camas, afinal são anões, não incapazes! E o discurso de empoderamento está reverberando até agora. Não se espante se nunca mais encontrar princesas tão bobinhas em Orlando. Ninguém mais quer depender de príncipe.

E por essas e outras, ando pensando nas transformações que minha amiga vai causar no mundo. Está mostrando que sim, mulher pode ir onde quiser, com quem quiser e quando quiser. Adoro quando ela entra em um restaurante, atravessa o salão com mil pares de olhos em cima dela, escolhe sua própria mesa, seu próprio menu e pede uma boa cerveja. Estou vendo a hora em que será aplaudida. Ou melhor. Vendo o dia em que isso será normal. Normal fazer o que queremos. Normal ser quem somos. Acompanhados ou sozinhos. Tanto faz. Minha colega está sozinha. Sozinha pelo mundo. E daí? Palmas para ela! É uma escolha e um direito!

 

E ainda sobre empoderamento feminino, leia a crônica Super Poderes também da Dani Goes.

Disneyworld e Orlando – Quando ir?

Quando ir para Orlando? Vou te dar umas dicas.

A primeira coisa a pensar antes de uma viagem é quando ir?

Além de pensar quando é a melhor época para as férias levando em conta nosso trabalho e rotina da nossa família, é importante levar em consideração as lotação dos parques.

Pode parecer um excesso de planejamento pensar na lotação dos parques, mas em especial nos parques da Disney, ir num dia muito cheio é certeza de ficar horas em pé nas filas para os brinquedos.

 

Lotação dos Parques

 

No gráfico abaixo, conseguimos ver que historicamente, a lotação dos parques aumenta muito nos feriados, nos meses de verão lá (junho, julho e agosto), spring break (recesso de primavera das escolas americanas) e próximo às festas de fim de ano.

Fonte: https://adventureswithamouse.com/

 

O ideal é evitar essas épocas e assim aproveitar bastante o dia de parque. Mas outros detalhes impactam na lotação dos parques.

 

Extra Magic Hours

As pessoas que se hospedam nos hotéis da Disney tem o privilégio de em alguns dias desfrutar do parque quando ele deveria estar fechado. Podem entrar em um determinado parque mais cedo que os demais visitantes, ou ficar algumas horas após o parque fechar. Isso se Extra Magic Hours (EMH)! Cada dia um parque oferece Extra Magic Hour. E o que isso interfere na lotação dos parques? Então, há uma tendência dos hóspedes da Disney seguirem todos para o parque que oferece esse benefício. Dessa forma o parque que tem EMH costuma ficar mais cheio que os demais.

E você pode estar pensando que no universo dos hotéis de Orlando, que não tem tanto hotel da Disney assim e que isso não impactaria tanto no quanto o parque ficaria cheio. Bom, os hotéis do complexo Disney possuem um total de 30.843 quartos (dados do Touringplans), com capacidade para 4 pessoas no mínimo. Em geral essas pessoas escolhem ir para o parque com EMH, para aproveitar esse benefício exclusivo, e a consequência é aumento importante da lotação dos parques.

 

Previsão de lotação / Crowd Calendar

Você já decidiu o período da sua viagem, e agora, que dia seria melhor ir no Magic Kingdom? Dá para ter uma ideia de que dia é melhor ir em um parque e não no outro?

Tem sim! Vários sites criam Crowd Calendars mês a mês. No Crowd calendar (calendário de lotação) você tem uma previsão do quão cheio cada parque ficará, por dia do mês. Eles também indicam o melhor e o pior parque em termos de lotação para cada dia do mês. Essa previsão leva em conta eventos especiais na Disney e na cidade como um todo, EMH, feriados, etc.

Gaston Tavern
Gaston Tavern e atrás dá pra ver o Castelo da Fera.

 

Vários sites criam seus calendários, mas o site do Touring Plans é o mais famoso e conhecido por ser bastante acurado. Eles liberam gratuitamente o calendário do próximo mês. Hoje, 12 de outubro, eles estão mostrando as datas a partir de 11 de novembro até 11 de dezembro. Para ver tudo precisa pagar assinatura, que não é muito cara. (Estou tentando um desconto para vocês).

 

 

Clima

Além da lotação dos parques, outro ponto que deve ser levado em consideração é o clima em Orlando no período de sua visita.

Orlando é uma cidade que pode ter temperaturas extremamente altas, no melhor estilo verão carioca. E como a umidade costuma ser alta, aquela sensação de ficar melado é comum durante o verão. Sem contar as chuvas, muito comuns nos meses mais quentes (abril a setembro).

disney com chuva
Um dia de chuva no Magic Kingdom

 

De outubro a março, a temperatura é mais amena e chove menos. Pode até fazer bastante frio (para meu parâmetro de carioca).

Mas vale sempre comprar uma capa de chuva baratinha no supermercado (Walmart, Target) e levar na bolsa.

Abaixo um gráfico do The Weather Channel com as médias de temperaturas e chuvas em Orlando ao longo do ano.

orlando clima

 

E bom ter em mente a Flórida tem uma temporada de furacões que vai de 1° de junho a 30 de novembro, com pico no mês de setembro. A Disney só fechou por 5 vezes desde sua inauguração, e a quinta vez foi nos dias 10 e 11 de setembro após a passagem do furacão Irma. Mas no dia seguinte já funcionou normalmente.

 

 

Então esses são os principais itens que levo em consideração na hora de escolher quando ir para Orlando.

 

Deixei de falar de alguma coisa? Alguma dúvida ou sugestão? Escreve para mim nos comentários.

 

 

 

 

 

10 Dicas para Viajar Muito Barato

Veja aqui 10 dicas imperdíveis para viajar barato.

Se você muitas vezes deixa de viajar por que acha muito caro, vou te dar 10 dicas para diminuir ao máximo o custo da sua viagem.

E não importa se está viajando sozinho ou acompanhado, essas dicas são aplicáveis para qualquer viajante.

Mas você precisa ter em mente que viajar barato tem seus sacrifícios, mas basta um coração aberto, paciência e um espírito aventureiro.

Então vamos as dicas:

1 – Passagens com conexões

Tenho certeza que você torceu o nariz já na primeira dica. Respira fundo, e deixe me explicar. Na maioria das vezes os vôos com conexões são mais baratos que os vôos diretos. Não estou dizendo que você precisa encarar um milhão de conexões, mas entendo que voo com 1 conexão é aceitável. Por exemplo, um voo para Londres direto é mais caro que um voo para Londres com escala em Paris.

Considero uma boa escolha de voo quando o tempo da conexão é de 2 a 3 horas. Menos que isso você corre um sério risco de perder o próximo voo (o primeiro voo pode atrasar, já aconteceu comigo), e mais tempo do que isso torna tudo muito cansativo.

Na minha opinião, vôos com tempo de conexão de 9 a 12h não são legais. Algumas pessoas acham que esse tempo seria bom para deixar o aeroporto e dar uma volta pela cidade. A verdade é que maioria dos aeroportos são distantes do centro, o que muitas vezes te deixará com apenas 3 a 4h para conhecer o local, além do risco de perder a conexão. Lembre-se que ao sair do aeroporto, você terá que passar na revista pessoal e de bagagem novamente. Outra complicação é onde deixar a bagagem de mão. Alguns aeroportos pelo mundo dispõem de armários (lockers) que você pode alugar para deixar a bagagem, mas outros não tem e você terá que carregar a mala todo tempo com você.

Além dos vôos com conexão serem mais baratos, eles também acumulam mais milhas. Não são em todos os voos com conexão que isso acontece. No Brasil os voos com conexão que fiz não me renderam nenhuma milha, mas todas as vezes que fui para o exterior eu acumulei milhas em todos os trechos.

viajar barato

 

2 – Fazer da conexão um novo destino de graça

Ao invés de querer usar uma conexão de 12h para conhecer a cidade da conexão, porque não ficar na cidade em questão por alguns dias de graça?

Isso se chama stopover. Para se beneficiar disto basta comprar passagem na opção múltiplos destinos ou multi city. Vamos usar Londres como exemplo. Voando de Air France, ao comprar passagem de ida e volta para Londres, provavelmente terá uma conexão em Paris (que é a cidade base da Air France). Então na opção de múltiplos destinos na hora de comprar o bilhete, você pode marcar uma data para Brasil – Londres, outra para Londres – Paris (esse seria o stopover), e uma terceira data Paris – Brasil. Muitas empresas não cobram nada pelo stopover, algumas uma pequena taxa. Mas para stopover é necessário escolher o stopover na cidade base da Cia Aérea, como a Air France em Paris, a KLM em Amsterdam, etc.

Uma outra opção para compra de passagem na opção múltiplos destinos é poder entrar, na Europa por exemplo, por uma cidade e sair por outra. Vamos imaginar que você vai para Londres e terminaria sua viagem em Roma. Ao invés de comprar um bilhete de ida e volta para Londres (e ter que se virar para voltar para Londres), você vai comprar bilhete com ida e volta partindo de cidades diferentes. Se estiver viajando pela Air France, você normalmente teria que fazer uma conexão em Paris, então porque não colocar ida Brasil – Londres, depois Roma – Paris e enfim Paris – Brasil. E você escolhe as datas de cada voo. Poderia escolher o voo Paris -Brasil 5 dias após o voo Roma – Paris, e teria 5 dias para conhecer Paris e isso seria considerado um stopover, sem custo adicional ou custo muito pequeno.

Fiz uma busca aleatória para mostrar como faz para comprar e os valores que encontrei.

Como vocês podem ver, o valor não altera muito, e às vezes é até mais barato.

3 – Compre a passagem área com milhas

Esse é o melhor dos mundos, não pagar diretamente pelas passagens. Mas para comprar passagens com milhas precisa de planejamento.

Primeiro planejamento seria de vida, você precisa otimizar o acúmulo de milhas em seu cartão de crédito e através dos parceiros do programa de fidelidade em questão. Falo pormenorizadamente sobre esse assunto em Dá mesmo pra viajar com milhas?.

Outro planejamento seria de seu período de viagem. Para comprar passagens com milhas, o quanto antes comprar melhor. Quanto mais perto da viagem, maior o número de milhas necessário para trocar pela passagem aérea.

Para compra de passagens com milhas, a opção de múltiplos destinos costuma ficar mais caro que ida-volta, pelo menos todas as vezes que pesquisei foi assim. Se você teve uma experiência diferente, me conta nos cometários.

4 – Voe leve

Com a mudança nas regras de bagagem, para voos nacionais pagamos para despachar a mala. O mesmo acontece com as empresas aéreas low cost nos EUA e na Europa.

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É verdade que para os voos internacionais temos a franquia de despachar duas malas de 23kg mais uma mala de bordo. Mas se você vai visitar mais de um país na Europa, por exemplo, como será seu deslocamento entre os países? Se no exemplo que eu dei acima, você comprou o bilhete Brasil -Londres, Roma-Paris e Paris-Brasil, você tem a mesma franquia de bagagem em todos esses voos, mesmo no voo interno Roma-Paris. Mas te pergunto, como você ira de Londres para Roma? Você tem 3 opções, ou vai de trem, ou com empresa aérea low cost, ou aluga um carro. De carro não teria nenhum problema com as malas, o problema é o custo de alugar o carro, pagar estacionamento, etc. No trem não tem um impeditivo de carregar 3 malas com você (até onde eu sei), o ruim mesmo é ter que subir e descer milhões de escadas (isso mesmo, escadarias) nas estações de trem com tanta bagagem. Já as companhias aéreas low cost cobram por cada volume despachado, e não acho barato. Só não paga a bagagem de bordo, desde que dentro das especificações de cada companhia.

Vou colocar aqui os preços para despachar bagagem em duas empresas low cost na Europa.

Custos da Easy Jet.

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Custos com a Ryanair.

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Então viajar leve é libertador, você ganha muito mais disposição nos deslocamentos pelas cidades e países visitados, não passa vergonha cheio de trambolho no trem lotado, e não precisa pagar nada a mais ao viajar com low cost.

Falo um pouco sobre que mala levar em cada viagem em Com que mala eu vou?.

5- Hospede-se em um albergue

Muitas pessoas têm preconceito com albergues, acha que só encontrará lá um monte de hippies sujos, kkk. Isso não é verdade, já fiquei em muitos albergues e sempre encontro pessoas normais, como eu e você. Os albergues são tão democráticos que já dividi o quarto com idosos, casais, etc.

Outra dúvida ou receio muito frequente é a questão de dividir o banheiro com várias pessoas. Já fiquei em vários albergues em várias cidades do mundo e nunca encontrei um banheiro sujo. Você pode até encontrar o banheiro molhado, já que quando os seres humanos tomam banho o banheiro fica um pouco molhado, mas só isso. Nunca encontrei banheiro sem papel higiênico. Então esse medo de banheiro sujo é infundado. E caso você tenha a infelicidade de encontrar o banheiro sujo, é só solicitar a limpeza, que eles resolvem imediatamente.

Mas para economizar de verdade, não adianta querer pegar o quarto privativo do albergue. Para viajar barato mesmo, escolha o quarto com o maior número de camas. E eu sempre escolho os quartos mistos, porque observo que as mulheres são muito mais bagunceiras e sem noção que os meninos. Aí você pode me dizer, tá louca, dividir o quarto com 10 pessoas!!! E eu te pergunto, você viaja para conhecer os lugares ou para ficar no quarto do hotel? Quando eu estou viajando, só volto ao hostel à noite já jantada, só para tomar banho e dormir (ou sair novamente). Então o que eu preciso é de banheiro e uma cama limpa. Só isso.

Mas uma coisa é verdade, dormir em um quarto com muitas pessoas você corre o risco de ser acordado quando alguém chega bêbado falando alto e acendendo a luz. Aqui entra o que eu te falei no início, arme-se de paciência e coração aberto. E além disso, leve também uma máscara de dormir e tampões para os ouvidos, rs.

Disse acima que já dividi o quarto com um casal, mas quero deixar claro que dormiam separados, cada um em uma cama do beliche. É importante respeitar os colegas de quarto!

Então minha dica de economizar ao máximo (e é o que eu realmente faço) é ficar em albergue, no quarto mais barato (geralmente é o que tem mais camas) e em quarto misto (se houver).

Mas antes de reservar o albergue mais barato, dê uma olhada nos comentários no Trip Advisor, olhe as fotos dos quartos e do albergue como um todo, e no Google Maps veja como é a rua e as redondezas do hotel, para não se meter em furada.

Falo um pouco mais sobre albergues no post Viajando sozinha: Hotel ou Hostel?

Geralmente reservo albergues diretamente no site do albergue ou através desses buscadores: Hostelworld ou Hostelbookers.

6 – Use o transporte público

Sempre que possível utilize os transportes públicos da cidade. Este é o meio mais barato para se locomover. Pesquise se na cidade tem algum passe para os transportes (tipo Riocard), pois geralmente com esses passes o valor unitário dos bilhetes sai mais em conta.

E eu particularmente prefiro ônibus e trens de superfície ao metro, gosto muito mais de poder ver a cidade!

7- Faça sua própria comida

Uma outra forma de economizar bastante é com comida.

Veja se o albergue tem café da manhã incluído. Muitas vezes o café da manhã oferecido pelos albergues é bem fraquinho, mas é melhor que nada.

Vá ao supermercado e faça compras para fazer seus próprios sanduíches, compre sucos ou que gostar de beber, e leve seu almoço na bolsa. Na Europa é muito, muito comum as pessoas levarem seu almoço e lanches na bolsa e fazerem um piquenique em um local agradável.

Essa história de esperar para comprar algo para comer no local além de mais caro também pode ser uma furada. Aconteceu comigo em Pompéia. Sai cedo de Roma para um bate-volta em Pompéia, não levei nada na bolsa. Chegando lá estava um sol do Saara, só tinha um restaurante vendendo biscoito e pizza requentada, cara e ruim, além de uma fila quilométrica para comprar e outra para pegar. Você não imagina a minha inveja de uns franceses tirando uns super sanduichões da bolsa.

E você também pode cozinhar seu próprio jantar no albergue. Todo albergue tem uma cozinha completa e utensílios que podem ser usados pelos hóspedes. E você pode guardar sua comida na geladeira da cozinha, coloque uma etiqueta com seu nome e pronto. Geralmente ninguém mexe nas coisas dos coleguinhas, e o hostel geralmente tem etiquetas e caneta próximo a geladeira. Mas lembre-se de lavar e limpar tudo que sujar.

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Cozinha do HI San Francisco Downtown.                                                                                    Foto: http://www.hiusa.org/hostels/california/san-francisco/downtown

Assim, comendo café da manhã no albergue, levando seu almoço na bolsa e cozinhando seu jantar você vai economizar muito. Sem contar que ir ao supermercado e usar os produtos locais tornam a viagem muito interessante. Você vai economizar tanto que vai sobrar dinheiro para ir jantar em alguns restaurantes legais durante a viagem.

8 – Comida de rua

Outra dica para economizar com comida é degustar as comidas de rua típicas de onde estiver visitando. Claro que deve dar uma olhada se a barraquinha é limpinha, pesquisar os locais recomendados de comida de rua na internet ou na recepção do hostel. Outra dica é ver se a barraquinha em questão tem fila para comprar comida composta pelos locais, acho que essa é a melhor indicação de que o lugar é bom mesmo.

Não tem como ir à Paris e não comer um crepe delícia de trigo sarraceno feito na hora, ou um currywurst que é salsicha com curry e batatas fritas em Berlim, e a Zapiekanka da Plac Nowy na Cracóvia. Pra mim comer coisas típicas é uma dos pontos mais importantes em uma viagem.

9- Descontos com parceiros do albergue

Antes de fazer algum passeio, veja se o albergue tem algum tipo de parceiro que ofereça desconto para os hóspedes. Isso pode te fazer economizar bastante.

Por exemplo, em San Francisco perguntei na recepção se eles indicavam algum parceiro para aluguel de bicicletas, e eles me deram um voucher que me garantiu 40% de desconto no aluguel da bicicleta por um dia, e por coincidência era a mesma empresa que eu já havia pesquisado na internet. Veja meu Roteiro de bicicleta em SanFran.

Mas fique esperto, alguns passeios esgotam seus tickets meses antes da sua viagem, então para essas atrações não vale a pena esperar para ver se o albergue te oferecerá algum desconto. Por exemplo o passeio para Alcatraz, se você deixar para comprar lá, com certeza você não conhecerá a prisão de Alcatraz em San Francisco. Veja sobre Alcatraz nesse post.

10 – Grupo de compras coletivas

No exterior também existe o Groupon e outros sites de compra coletiva que podem te garantir bons descontos para restaurantes e passeios.

Vale a pena se cadastrar em alguns sites de compra coletiva do seu destino e ficar de olho nas promoções. Sempre tem desconto em passeio de barco, por exemplo, que eu acho imprescindível em qualquer cidade.

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Cara de pastel passeando pelo rio Sena – Paris

Mas tenha cuidado, da mesma forma que tem golpistas aqui, também existem em qualquer lugar do mundo. Então só se cadastre em sites confiáveis.

Você tem alguma dica para economizar em viagens? Compartilha aí comigo nos comentários.

 

Disneyland Califórnia – Post Índice

Disneyland Califórnia – Post Índice.

Aqui estão listados os posts relacionados à Disneyland Califórnia.

 

Disneyland Califórnia: onde ficar, quando ir, ingressos

Disneyland Califórnia – Parte 1

Disneyland Califórnia – Parte 2

Disney California Adventure – Parte 1

Disney California Adventure – parte 2

Café da Manhã com personagens no Plaza Inn

Disneyland Califórnia versus Disneyworld Orlando

Glossário de termos Disney

 

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Disneyland Califórnia versus Disneyworld Orlando

Qual é o melhor parque? O de Orlando ou o da California?

Que eu sou apaixonada pelos parques da Disney todo mundo já sabe (Meu amor pela Disney), mas que parque é o melhor? O primeiro, o original da Califórnia ou o complexo de Orlando? Pergunta difícil de responder, viu!?

Vou fazer uma avaliação dos dois parques com base nas minhas visitas, e no final vamos ver quem será o vencedor.

Vou chamar de DW a Disneyworld de Orlando, e DL a Disneyland Califórnia.

Vamos então a avaliação, critério a critério.

 

Tamanho do parque

DW – São quatro parques enormes: Magic Kingdom (MK), Animal Kingdom (AK), Epcot (Ep) e Disney Hollywood Studios (DHS). Uma área total de cerca de 103 km², mas grande parte é constituída por áreas de conservação,

 Os parques ficam bem distantes um do outro, e não tem mais transporte gratuito com ônibus entre eles. Apenas o Magic Kingdom e o Epcot são ligados pelo Monorail. E é possível ir à pé ou de barco do DHS ao Epcot.

DL – São dois parques bem grandes, o Disneyland Park e o Disney Califórnia Adventure (DCA) e ocupam cerca de 2km² (bem menor né, rs). Eles ficam a uma curtíssima distância a pé um do outro.

Ponto para DW.

 

 

Hospedagem

DW – os hotéis mais próximos dos parques pertencem à Disneyworld. Existem vários outros hotéis no entorno e nas cidades vizinhas com preços mais convidativos. A distância entre os hotéis da Disney, assim como os demais hotéis da região, é bem grande. Impossível ir a pé!

DL – tanto os hotéis da Disney quanto muitos outros hotéis da região ficam a cerca de 10 min de caminhada ou menos do parque. Tem hotéis mais longe, claro, mas há uma infinidade de hotéis coladinhos na DL.

Ponto para DL

 

Ingresso

O valor dos ingressos é bem parecido entre os parques. Sendo que se você fizer o mínimo que eu recomendo que é um dia por parque, você precisará de um ingresso de 4 dias para DW e um de 2 dias para DL.

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Considero um empate.

 

Atrações

Vou dividir este item em dois. Vou comparar primeiro as atrações que ambos parques têm em comum. E depois, vou comparar as atrações únicas, que apenas um dos parques tem.

Atrações iguais

As atrações a seguir estão presentes em ambos os parques DW e DL:

Pirates of Caribbean

Mais longa em DL. Tem menos congestionamento de barcos.

Big Thunder Mountain Railroad

Mais longa em DL, com cenários mais elaborados.

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Disneyland Big Thunder Mountain Railroad

Splash Mountain

Achei que em ambos os parques tem a mesma duração. Gostei mais do carrinho de DL, que cabe 1 pessoa por fileira, ao contrário de DW que são duplas.

Space Mountain

Aqui DL ganha disparado. A inclusão de projeções de Star Wars simulando uma perseguição às naves de lado negro da força, com muitos tiros de laser ficou sensacional. E esta montanha -russa no escuro é bem mais suave (não chacoalha tanto a cabeça) que sua irmã em DW.

Haunted Mansion

A atração é muito parecida em ambos os parques, mas a fachada da casa no estilo Nova Orleans em DL é fantástica. E também só em DL acontece a transformação da atração baseada no filme “Nightmare before Christmas” do Tim Burtom.

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Disneyland Haunted Mansion

Essas atrações que citei tem o mesmo nome e são praticamente iguais em ambos os parques, com pequenas diferenças entre elas que, na minha opinião são muito superiores em DL.

Existem outras atrações realmente iguais nos dois parques, como Soarin, Tiki Room, Toy Story. E como são exatamente as mesmas rides, não entraram na disputa.

Para as atrações iguais, ponto para DL.

 

Atrações únicas

Em DW e DL existem atrações únicas, que só existem em um desses parques. Vou contabilizar as que eu achei relevantes. Existem outras que não citarei aqui.

DW – montanha russa dos sete anões (MK), People mover (MK), Test Track (Ep), montanha russa do Aerosmith (DHS), montanha russa Everest (AK), Dinosaur (AK) e a nova área de Pandora, o mundo de Avatar (AK).

DL – Montanha russa Califórnia Screamin’ (DCA), roda gigante com emoção (DCA), as 3 atrações da área de Carros (DCA), Toontown (DL), Indiana Jones (DL) e a montanha russa Matterhorn (DL).

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California Screamin’ e Mickey’s Fun Wheel

Agora é que são elas, temos dois fortíssimos oponentes.

De um lado do ringue Cars Land em Disney California Adventure, a área temática do filme carros que só pela ambientação já seria um forte candidato. Mas além da cenografia, a área tem 3 atrações maravilhosas, e uma delas a Radiator Springs Racer é simplesmente fantástica.

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Cars Land em DCA

Do outro lado do ringue está a nova área de Avatar em Animal Kingdom, com plantas, bichos e até o chão que brilham no escuro (na área externa, não é só dentro dos brinquedos não). Além dessa ambientação de outro mundo (rs) tem duas atrações que parecem muito legais, sendo The Flight of Passage, aquela que a pessoa voa num Banshee,  algo totalmente diferente de qualquer outra atração dos parques.

Foto: disneyparks.disney.go.com

Dou empate nesse quesito!

 

Para saber detalhes das atrações de Disneyland Park e Disney Califórnia Adventure, dê uma olhada nos posts Disneyland Park parte 1 e parte 2, e Disney California Adventure Parte 1 e parte 2

 

 

Esquema de fura-fila (Fastpass)

DL – fastpass de papel, que você precisa colocar seu ingresso do parque no totem especifico do Fastpass da atração de interesse, e o totem imprimirá um papel com o horário agendado para seu retorno.

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DW – aqui é o Fastpass+, através do My Disney Experience no site ou pelo aplicativo da Disneyworld você consegue agendar seus Fastpass+ com 30 dias de antecedência (60 dias se for hóspede de algum dos hotéis da Disney). Aí basta encostar seu ingresso ou a Magic Band num poste com carinha do Mickey para entrar na fila do Fastpass+.

Foto: Kent Phillips/Disney

Ponto para DW.

 

Magic Band

DL – não tem sistema de Magic Band ainda.

DW – hóspedes da Disney ganham, mas qualquer pessoa pode comprar uma. E ela armazena o ingresso do parque, fastpass+, etc.

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Novo modelo de Magic Band. Foto: disneyparks.disney.go.com/blog

Ponto para DW.

 

Fotógrafos do Photopass

DW – cuidado para não tropeçar em um, estão por toda parte.

DL – uma escassez incrível de fotógrafos.

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Fotógrafo do Photopass de colete bege

Ponto para DW.

 

Fotos com personagens

DW – muitos personagens tem local específico para aparecerem, com filas grandes, alguns tem até Fastpass+. Sempre acompanhados de um Cast Member (CM) acompanhante e um fotógrafo do Fastpass.

DL – os personagens ficam espalhados pelo parque, muitos personagens incomuns e raros. Em geral estão sozinhos ou apenas com um CM acompanhante. Raro ver um fotografo junto.

Fairy Godmother
Fada Madrinha e ratinhas ajudantes da Cinderela

DW ganha pontos pela presença constante do fotógrafo (que preciso que tire minha foto, já que não pode entrar com pau de selfie), mas DL ganha pontos pela abundância de personagens incomuns, e poucas filas. Deu empate!

 

Simpatia e receptividade dos CM

DW ganha disparado. Os CM de DW realmente tornam seu dia mais Mágico!

Não sei se tive azar, mais encontrei muito CM rabugento em DL.

Ponto para DW.

 

 

Visitantes desagradáveis

DW – quem não sabe da fama dos grupos de brasileiros por serem fura-filas? Na verdade nada mais desagradável que pessoas furando uma fila na qual você está em pé, no sol escaldante, há mais de 40 min. Muitos brasileiros são realmente muito mal-educados, não só por furar-fila, que dá vergonha de ser brasileiro também. Mas outras nacionalidades são bem mal-educadas também. Grupos de adolescentes argentinos e grupos de chineses já me fizeram sentir muita raiva.

DL – Achei que na California era diferente irmão. Mas lá também tem gente fura-fila desagradável, mas lá são os próprios moradores da Califórnia. Como todos tem passes anuais, eles se sentem donos do parque. Eles se acham no direito de como a mamãe tá na fila, que os 4-5 filhos mais os sobrinhos e amigos podem entrar, na sua frente, dizendo que estão juntos com a mamãe. Vocês não imaginam o ódio que dava, cada hora umas 10 pessoas vinham correndo (de outro brinquedo) e entravam na minha frente.

Empate, ambos parques cheios de guests desagradáveis.

 

Refeições com personagens (Character meals)

DW – personagens com fantasia impecável, visitam as mesas com um cronograma pré-estabelecido e meio engessado. Interação correta, mais animada com as crianças.

Cinderela Dinner - 1900 Park Fare
Eu e o príncipe da Cinderela – 1900 Park Fare

DL – achei alguns personagens com fantasia sujinha. Não parecem seguir qualquer tipo de cronograma para a visita às mesas, indo e voltando a minha mesa um milhão de vezes, rs. E a qualidade da interação insuperável, muito bom mesmo.

 

Ponto para DL.

Com base nesses critérios, temos como vencedor Disneyworld Orlando (9×7).

Eu sou completamente apaixonada pela Disneyworld, eu confesso, mas tentei ser o mais imparcial possível. No entanto, eu preciso dizer que gostei demais de Disneyland Califónia, e que este parque ganhou um pedacinho muito especial do meu coração.

E você, que parque você gosta mais?

 

Concordou com minhas avaliações? Se não, me conta ai nos cometários a sua opinião.

 

Ficou perdido com algumas palavrinhas e termos, dá uma olhada no Glossário de termos Disney.

Veja todos os posts sobre a Disneyland Califórnia: Disneyland Califórnia – Post Índice

 

Varsóvia – a cidade que ressurgiu das cinzas

Um bate-volta até Varsóvia. A cidade que sobreviveu e renasceu.

Como uma fênix, a cidade de Varsóvia emergiu das cinzas e escombros deixados pela Segunda Guerra Mundial. Resgatou a sua beleza, reconstruiu todo seu centro histórico (a cidade velha) e manteve sempre alto o orgulho do povo Polonês.

Levante de Varsóvia

Varsóvia é a Capital da Polônia, e a cidade foi praticamente totalmente destruída durante a Segunda Guerra Mundial, pois em suas ruas o povo polonês criou seu próprio exército e lutou até o último soldado contra a invasão alemã de um lado e soviética do outro. Este movimento ficou conhecido como o Levante de Varsóvia.

Hoje a cidade velha está totalmente reconstruído. Se ninguém te contar o que aconteceu por lá, você facilmente se enganaria que são construções originais.

Bate-volta da Cracóvia

Varsóvia fica a cerca de 2h e 30 min de trem partindo da Cracóvia, e é uma opção interessante de bate-volta.

Eu sou uma pessoa bastante diurna, e louca o suficiente para acordar cedo nas férias, então no dia que decidi ir à Varsóvia, eu peguei o trem de 6:56h na estação Krakow Glowny, e cheguei às 9:33h na estação central de Varsóvia.

Cidade Velha

Já contei aqui no Sozinha pelo Mundo que eu sou super fã de Walking Tours, e na minha opinião esse tipo de tour é fundamental quando temos pouco tempo para conhecer a cidade. Na verdade acho imprescindível pelo menos um walking tour em cada cidade que visito. Não tem maneira mais interessante de conhecer o lugar e sua história.

Consegui cronometrar tudo e pegar um tour as 10:30h pela Cidade Velha.

A Cidade Velha foi o palco do Levante de Varsóvia e eu queria muito ver esse lugar de perto. Estou lendo o livro “O Levante de 44” de Norman Davies há uns 4 anos, rsrs, então tinha muito coisa para ver com meus próprios olhos. Você deve estar pensando mal do livro, já que ainda não terminei de lê-lo, mas este livro é super detalhado então leio muito devagar (sempre leio mais de 1 livro ao mesmo tempo).

Mas voltando ao Walking Tour, não lembro exatamente com que empresa eu fiz, mas basta procurar num buscador “Free Walking tour” junto com o nome da cidade em questão, que abrem várias opções. E estes tours funcionam assim, basta você estar na hora marcada no ponto de encontro pré-determinado e seguir com o grupo pela cidade ouvindo as histórias que o guia vai contando. Ao final do tour, você dá uma gorjeta ao guia, no valor que quiser. Apesar de serem gratuitos, é muito feio não dar a gorjeta do guia e este é o único pagamento que ele receberá. Então não seja mão-de-vaca.

Plac Zamkowy

Esta é a histórica praça do Castelo. A praça fica em frente ao Castelo Real (Royal Castle), que foi residência dos antigos monarcas poloneses.

No centro da praça está a Coluna de Sigismund III Vasa.

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Plac Zamkowy e Coluna de Sigismund

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Praça da Cidade Velha de Varsóvia

Royal Castle – Castelo Real de Varsóvia

O Royal Castle foi destruído e reconstruído algumas vezes, a primeira na metade do século 17 durante as Guerras Suecas, e em 1944 foi explodido pelos alemãs. Em 1984 reabriu ao público completamente restaurado.

Ele é enorme. Eu conheci apenas o pátio. Mas você conhecê-lo por dentro por 30 pln, e aos domingos é grátis.

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Praça da Cidade Velha e Castelo todo vermelhinho à direita

Catedral de São João Batista

A igreja mais antiga de Warsaw, em estilo gótico. Em uma das paredes externas próximo à entrada principal você pode ver fragmentos do mini-tanque de controle remoto Goliath alemão  usado na 2a guerra.

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Foto: Wikimedia Commons

Rynek Starego Miasta – A praça do Mercado

Esta é a parte mais velha da Cidade Velha. Completamente destruída pelos alemães após o Levante de Varsóvia, foi completamente restaurada com sua aparência original de antes da guerra.

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Praça do Mercado de Varsóvia
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Warsaw Mermaid

A Sereia de Varsóvia é o símbolo da cidade, existem três estátuas de sereia pela cidade e várias histórias sobre a sereia. Veja sobre as histórias aqui (em inglês).

Pelo centro é comum ver muitas lojas vendendo peças de âmbar. Uma lindeza!

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Barbican

Essas construções arredondadas faziam parte das muralhas medievais de proteção da cidade. Parcialmente demolido no século 18. Rende ótimas fotos.

Casa de Marie Curie

Sabe aquela mulher que descobriu o elemento químico rádio, mas seu marido levou a fama por ela durante muitos anos? Pois é, ela era polonesa e morou em Varsóvia antes de se casar e ir morar na França.

Aqui funciona um museu sobre a vida e obra de Marie Curie. Saiba mais nesse link.

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Casa de Marie Curie
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Charme da Cidade Velha

Monumento ao Levante de Varsóvia

Próximo ao monumento existe uma faixa no chão, delimitando onde um dia existiram os muros do gueto de Varsóvia.

O monumento em homenagem aos soldados civis do Exercito da Pátria, e todos os envolvidos no Levante de Varsóvia, foi concluído em 1989. Obra de Wincenty Kućma. De um lado vemos insurgentes lutando e do outro, os soldados se escondendo nos esgotos.

Igreja da Santa Cruz (Kościół Św. Krzyża)

Igreja em estilo barroco. Abriga o coração de Chopin, no segundo pilar a esquerda na nave central.

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Fonte: http://www.spottinghistory.com

Royal way – o caminho real

Este caminho liga as três residências reais na cidade. Vai da Praça da Cidade Velha onde está o Castelo Royal até o parque o Łazienki onde fica o Palácio das Águas, e se continua até o palácio de Wilanów.

Fui por esse lindo caminho, uma caminhada e tanto, até os jardins do parque Łazienki. Vale muito a pena se tiver tempo sobrando ou quiser pular o museu que falarei a seguir.

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Parque Łazienki

Centro da Cidade – Downtown

Museu do Levante

Como já disse, estou lendo (há anos) um livro sobre o levante de Varsóvia, então via a esse museu era obrigatório para mim. E olha que não sou louca por museus.

O Museu abre todos os dias, exceto terças. O ingresso custa 20 PLN, mas aos domingos é de graça. Dá para comprar no site.

Para uma melhor compreensão do museu e da história recomendo muito alugar um audioguia, custa só 10 PLN e tem em português.

Para maiores informações, vá ao site do museu.

Palácio da Cultura e da Ciência

Este prédio foi legado da URSS para Varsóvia. Devido sua “robustez” e arquitetura um tanto quanto sem graça, este prédio não é um queridinho dos moradores.

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Conheci bastante de Varsóvia em um dia, e acho que foi o suficiente. Voltei à Cracóvia no trem das 19h. Foi um dia cansativo mas bem produtivo.

Dúvidas? Sugestões? Escreve para mim nos comentários.